quarta-feira, 31 de março de 2010

que sono!




três dias e duas noites
que não durmo
pensando em você

quinze minutos
que não penso em você
que sono!


Silvio Prado

terça-feira, 30 de março de 2010

nada a dizer




Não tenho nada a dizer... não não não não... nada nada nada nada...
Quero falar bla bla bla e nada dizer... dizer porra alguma: PORRA ALGUMA! PORRA ALGUMA!

 CARALHO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

As vezes me sinto assim, nadando nadando sem sair do lugar...
estou bebado querendo mais mais mais mais... mais acabou a cerveja.. porra!  de novo... CARALHO!
rs rs rs rs rs rs ou ki ki ki ki ki ki..
Estou rindo.. rindo de mim.. rindo pra não chorar.. porque?
Um dia já escrevi algo que caberia bem nos dias de hoje... no dia de hoje:

" estou perdido não sei quem eu sou
já fui poeta hoje aonde estou????"

Porra eu nunca fui poeta, eu gosto de poesia, mas nunca fui poeta.. nem ao menos sei escrever..

PORRA ACABOU A CERVEJA!!!



















ACABOU!!!!!


Silvio Prado

segunda-feira, 29 de março de 2010

Tua boca



*Poesia visual Silvio Prado



tua boca faz tanto
e mais um pouco
muda a minha cor
me deixa rouco

gosto do teu gosto
do seu cheiro língua
do teu verbo   s    o     l     t     o

a cada ah
a cada beijo
queixo músculos beiço

a cada gesto
a cada jeito
gemo tremo
e gozo mais um pouco

*Esta poesia esta na Antologia "AMOR & PAIXÃO" publicada em 2009



LINK:  http://www.celeirodeescritores.org/desucesso.htm

Galeria Brasil 2009 - Celeiro de Escritores





instante


milésimos de segundos
talvez menos talvez mais
num brevíssimo instante
não mais


uma vida inteira
e muito mais
num brevíssimo instante
pra nunca mais

*Esta poesia esta na Antologia GALERIA BRASIL 2009




APRESENTAÇÃO

“Galeria Brasil 2009” tem por finalidade expor
obras literárias e autores contemporâneos com
aspectos inovadores, quanto ao modo de sentir
e expressar na arte escrita.

Apresentamos 75 escritores e poetas de destaque
em nossa literatura, suas vidas e obras. São talentos
que edificam nossas letras, colocando-as par a par
dentro do cenário internacional.

O Guia de Autores Contemporâneos é uma referência
cultural. Reúne, além da criatividade literária em toda
sua diversidade, estilos surpreendentes, bem como
obras com características regionais.

“Galeria Brasil 2009”, como indicação e fonte de
pesquisa, abre um merecido espaço para a difusão
dos autores de língua portuguesa que escrevem,
neste momento, nossa história.

Celeiro de Escritores (http://www.celeirodeescritores.org/.)
 
 








 

Antologia de Poetas Brasileiros Conteporâneos 62 - CBJE Rio de Janeiro





silêncio


de repente
o silêncio se fez
em seu retrato

e aquilo que era meu
e aquilo que era seu
deixou de ser nosso

e nosso mundo v  a  s  t  o
e nosso quarto
e nosso laço

de repente
se desfez aos nossos olhos
úmidos e cansados


*Esta poesia esta na Antologia Poetas Brasileiros Contemporâneos - 2010





"Mais do que simples livros de poesia, a série "Antologia de Poetas Brasileiros Conteporâneos" é um docimento historico que registra tendências, estilos e temas preferidos pelos novos poetas. Expôe sem máscaras e preconceitos, o atual estágio da autêntixa cultura brasileira neste inicio de milênio.." CBJE

Clique no link para ler o poema com o qual estou participando nesta edição:




SP

Sonetos Eternos Vol. 1




Antologia de Sonetos Escritores conteporaneos.
Um encontro intergeracional de sonetistas. Uma belíssima e rica produção literária.


E-BOOK: clique para ler




Antologia de Poetas brasileiros Conteporâneos

http://www.camarabrasileira.com/apol62-043.htm

#




RECOLHI NO MEU SILÊNCIO, COMO RUMOR DE TEMPESTADE, INCERTA QUE FOSSE, RELAMPAGOS NÃO SE VIAM, CONTUDO A ÁGUA DESPEDAÇAVA-ME... E A PEDRA; A PEDRA SUPORTAVA-ME NO POUCO QUE ELA SEMPRE PODE, SEMPRE JULGUEI SER EU VERDE, CONTUDO DE FATO NÃO O SEI...

SEIO O QUÃO MARAVILHO-ME COM A ÁGUA QUE CONTORNA-ME, O VENTO QUE MOVIMENTA-ME POR MAIS QUE DE LEVE;

É NA PEDRA... É NELA QUE FIXO, SEI HA TERRA ABAIXO DELA!

FILHO


SORTEIO TE ESSE MUNDO.
TÃO SOMENTE A TI...
DO POUCO ENFIM QUE ELE TE RESTA;
DO OFEGANTE ABISMO,
DA INCERTEZA,
DE TUDO UM POUCO.
NÃO DESEJO QUE ELE TE RESTE O FAZIO!
QUE TUA ALMA SEJA GRANDE!!
TÃO GRANDE A PONTO
DE JULGARES SER UM HOMEM! ... DAS CAVERNAS, DO PRESENTE,
DO FUTURO, DO SEU EU "EU"
PROXIMO DA FOGUEIRA DOS TEUS SONHOS
DESENHANDO COM TEU SORRISO!
NO SILÊNCIO DE TEUS BRAÇOS, E PROXIMO DE TEUS AMIGOS



A VOCE MEU FILHO TODO O CARINHO
DE TEU PAI E TUA MÃE SEMPRE.

sexta-feira, 26 de março de 2010

1



...um poema breve
uma parede longa
um banheiro concreto

um bar abstrato
uma cidade relé
um mundo vasto...


Silvio Prado

quinta-feira, 25 de março de 2010

epitáfio


*FOTOGRAFIA SILVIO PRADO (Taynara e Cocun)


perto deste lugar
repousam os restos de um ser
que possui a beleza sem vaidade,
a força sem a insolência,
a coragem sem a ferocidade,
e todas as virtudes do homem sem seus vícios.

este elogio, que seria uma absurda lisonja
se estivesse inscrito sobre cinzas humanas, não é senão um justo tributo à memoria de
Boatwain, um cão,
nascido na Terra Nova em maio de 1802
e morto em Newstead abbey, a 18 de novembro de 1808.

*Composto por Lord Byron e citado por André Maurois no livro Byron


*Homenagem a todos os cães e a todas as pessoas que assim como eu, amam
essas criaturas. Hoje pensei que iria perder um grande amigo, meu cão (Cocun),
felizmente tudo acabou bem, e ainda serão muitas aventuras juntos.




quarta-feira, 24 de março de 2010

os planos e os beijos


não deixe tudo
quando tudo melhorar
quando não chover
quando esquentar

deixe a chuva cair
deixe a chuva te molhar
quando chover
quando o beijo acontecer


Silvio Prado

segunda-feira, 22 de março de 2010

quatro elementos


*imagem net


os quatros elementos
criativos como os próprios segmentos
transformando os rumos ocasionalmente
entre carne e osso

nossas conversas chegam a parecer um holocausto
de palavras impregnando, embriagando
nossas almas, nossas vidas, nossa noite...
que amortece nossos nervos com sua penumbra

e nos faz passageiros de nos mesmos
num universo de momentos e tempos
temos uma mensagem para aqueles que não acreditam
eles estão certos.


4uatro elementos


domingo, 21 de março de 2010

Animação experimental

O objectivo deste trabalho foi ver como a animação é tratada frame a frame. Para isso utilizamos o Freehand.

*Pedro – Oficinas de Multimédia B

orquídeas


deitados em uma
cama flutuante
de um jardim
aromático

vejo maliciosas
flores
desabrocharem
em seu corpo

ah! carne primaveril
apanharei
todas as orquídeas
dos seus poros


Silvio Prado

sexta-feira, 19 de março de 2010

cabeças vazias


seguíamos tão lentamente
nossas cabeças vazias
que nossas cabeças
junto ao mundo
difundia-se

seguíamos tão lentamente
junto a todo mundo
que todas as cabeças
junto a tudo
*desaparecia



* Clique com o mouse para revelar.



Silvio Prado

terça-feira, 16 de março de 2010

gota dágua


O        O                                            O                       O                  O                           
  O       O             OO                 O          O   O      O


O                                    O                   o                                 o     o                                  o
O                O                        O                                         O    encontrO-me
                                              O               O            dentro          O      O
O                              de uma gota dágua
                                           O i a n d OandO           O                           
   O                                                                 O             
                     O a procura   O                                 
O       de um cOntinente     O
O                 O           O   de beija-flores           O               O              

O                                                                               O                      O
O              O                 O                     O                O                              OO             O          O                                 OO                             O                                          
o     O o o  o     
o o o  ooOSilvi
o
Prad
O

flutuando ando ando ando


eu passo a noite
flutuando, ando, ando
e não saio do lugar

eu ouço passos, passos
passos... e passo
à noite a flutu ar


Silvio Prado

paixão perversa (Fabinho)


FOTOGRAFIA SILVIO PRADO


como você é o mau
e sempre tudo se meteu
amor eu posso resistir
quando eu te quero

para sempre meu amor, amor
para sempre minha paixão, paixão

amor perverso que nunca acabe
amor perverso que nunca...

um beija flor azul marinho
oh meu amor eu e você
oh meu amor eu e você...





* Poema Fabinho

sábado, 13 de março de 2010

poema (5uinto elemento)


vivia, passava por mim, sorria...
eu passava por ela, sentia...
calor, amor!.. Como seria?
passasse, parasse, amasse...

que bom seria... eu queria...
...apenas titulo de poesia...
quem sabe nome próprio,
um poema escrito à revelia...





*Poema Coletivo - 5uinto elemento




quarta-feira, 10 de março de 2010

POESIA AUDIO VISUAL "Céleste Boursier-Mougenot at Barbican Centre, London"

New commission for The Curve, Barbican, London http://www.barbican.org.uk/... © Extracts from Ariane Michel's film, Les Oiseaux de Céleste. Copyright Galerie Xippas, Ariane Michel and Céleste Bour...

terça-feira, 9 de março de 2010

fim


*FOTOGRAFIA SILVIO PRADO




jogo os objetos
escritos, prescritos
vistos neste papel
cinzeiros cheios
cheiro de fel...

travesseiro, retrato
sapatos, quarto...
o mundo e o céu
cuspo meu cuspo
seco deste papel.

jogo a ti e a mim
o começo o meio
e o fim! sim, assim
não me importo
jogo até a mim.

a minha letra s
a minha letra i
m, e daí! sim! sim!
jogo tudo!!! e é tudo


fim!


Silvio Prado

salto da santa rosa (homenagem)





Silvio Prado

domingo, 7 de março de 2010

ressurreição



Silvio Prado

inato


pode ser genético
ou apenas estético
depende de todos
até mesmo do médico

o amor é platônico
o cérebro freudiano
depende de todos
até mesmo do tônico

depende de todos
até mesmo do osso
do corpo e da alma

depende da alma
até mesmo da carne
da alma de todos


Silvio Prado