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terça-feira, 13 de abril de 2010

morte parcial


eu estava rouco
naquele local
naquele instante
naquele musical

a luz era tão difusa
para mim tudo era pouco
naquele mesmo loca
eu estava apenas louco

eu estava louco
naquele local
naquele instante
tudo era igual

a lua era tão escura
para mim pouco era tudo
naquele mesmo local
eu estava apenas morto

eu estava morto
naquele local
neste instante
morte parcial


Silvio Prado

terça-feira, 6 de abril de 2010

bala perdida!



*google imagens


Que vida ser beijo de querida!
Apenas bala perdida.
Estou comovido... Vida!
Estou perdido.

Estou na vida, perdido, comovido...

O meu cachorro morreu ontem
logo ontem!
ontem que fui despedido!
Maldito!

Ele também foi despedido?
Ele? Ele vivia a meu lado
vinha sempre a meu encontro
e alegremente abanava o rabo.



*4uatro elementos

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

morte às 10z



chego cansado
chego às 3rês
tenho olhos de vomitado
vomito às 6eis

o t e m p o n ã o p a s s a
estou a jaz
tenho olhos de vomitado
vomito mais, mais...

a música não para
o trago não passa

estou gelado
estou sem pés
tenho olhos de morto
morro às 10z



Silvio Prado

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

fotos e fatos


*FOTOGRAFIA SILVIO PRADO



fotos colorida
novos tempos
sentados no chão
bebendo vinho
taças de vento

falavam em sonhos
um sonho ao vento
sentados no chão
sonhando sonhar
um mundo ameno

fotos antigas
velhos coros
sentados no chão
bebendo tempo
taças de ouro

falavam em sonhar
um sonho ao vento
sentados no chão
lembrando lembrar
um sonho pequeno

fotos amarelas
pouco tempo
sentados no chão
bebendo ouro
taças de vinho

falavam em lembrar
um sonho ao vento
sentados no chão
tentando parar
o tempo passando

fotos sem cor
tempo não há
sentados no chão
bebendo vento
taças de ar

falavam lembrar
um sonho ao vento
sentados no chão
fingindo não ver

o sonho   v  o  a  n  d  o    a  n  d  o


Silvio Prado

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

madruagada entreaberta


na madrugada entreaberta
entreaberto, o tecido celestial
oculta o vão pessoal à porta.

envolta, a sombra oca e torta
vaga a esmo, lenta e solta...
um grito pleno, mudo e volta...

a criança estava
sorridente, bonita e morta.


Silvio Prado