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domingo, 5 de junho de 2011

tempo





sábado, 4 de dezembro de 2010

ano velho / ex perimenta l


ano velho


Janeiro fevereiro abril agosto
Quando olho o espelho
Só vejo o seu rosto

Setembro outubro dezembro
Quando olho meu rosto
É você que vejó







ex perimenta l




Silvio Prado

sábado, 24 de abril de 2010

TeMpOeSiA





PS: Cito aqui a poesia visual, "TEMPOESIA" de AL CHAER , que prova que, usando as palavras do próprio, “nós autores muitas vezes trilhamos os mesmos caminhos de saída, com chegadas distintas, mas dentro da mesma linha e com uma mesma solução temática, com poucas diferenças nas soluções estéticas.”

AL CHAER, um imenso abraço de admiração.


Silvio Prado

quarta-feira, 24 de março de 2010

os planos e os beijos


não deixe tudo
quando tudo melhorar
quando não chover
quando esquentar

deixe a chuva cair
deixe a chuva te molhar
quando chover
quando o beijo acontecer


Silvio Prado

segunda-feira, 22 de março de 2010

quatro elementos


*imagem net


os quatros elementos
criativos como os próprios segmentos
transformando os rumos ocasionalmente
entre carne e osso

nossas conversas chegam a parecer um holocausto
de palavras impregnando, embriagando
nossas almas, nossas vidas, nossa noite...
que amortece nossos nervos com sua penumbra

e nos faz passageiros de nos mesmos
num universo de momentos e tempos
temos uma mensagem para aqueles que não acreditam
eles estão certos.


4uatro elementos


terça-feira, 26 de janeiro de 2010

vitrine



sombras passam passos
vitrine enfeitada
eterna, invisível

sombras vão
sombras voam

alguma delas pode ser sua?
alguma delas pode ser minha?

tudo passa tão depressa
toda massa se apressa

fogem do fim
corro do fim
fogem de mim

alguma delas pode ser sua!
vitrine, vitrine, vitrine

quantas já possuiu?
alguma delas...

todas são minhas
estou só e só


Silvio Prado

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

noites de insônia



no meio da insônia acordo
no passado imagino deusas encantadas
pedindo pra readormecer
uma pobre múmia desenrolada

pobre múmia desenrolada
que em uma história sem fim
fora condenada a eterna escravidão
escravo de si escravo sim
do seu próprio ser da sua própria imaginação

no meio da insônia acordo
na escuridão vejo sombras indignadas
pedindo pra libertar
uma pobre cobaia amordaçada

pobre cobaia amordaçada
que presa a um destino cruel
por ela mesma traçado
vai seguindo seu papel
em lentos passos marcados

no meio da insônia acordo
no silêncio ouço vozes desesperadas
pedindo pra acordar
um pobre diabo amedrontado

no meio da insônia acordo


Silvio Prado

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

fotos e fatos


*FOTOGRAFIA SILVIO PRADO



fotos colorida
novos tempos
sentados no chão
bebendo vinho
taças de vento

falavam em sonhos
um sonho ao vento
sentados no chão
sonhando sonhar
um mundo ameno

fotos antigas
velhos coros
sentados no chão
bebendo tempo
taças de ouro

falavam em sonhar
um sonho ao vento
sentados no chão
lembrando lembrar
um sonho pequeno

fotos amarelas
pouco tempo
sentados no chão
bebendo ouro
taças de vinho

falavam em lembrar
um sonho ao vento
sentados no chão
tentando parar
o tempo passando

fotos sem cor
tempo não há
sentados no chão
bebendo vento
taças de ar

falavam lembrar
um sonho ao vento
sentados no chão
fingindo não ver

o sonho   v  o  a  n  d  o    a  n  d  o


Silvio Prado

quarta-feira, 12 de março de 2008

soneto do amor pôr ti




desde que passaram-se horas
após o fim do dia
do dia em que te conheci

desde que a cada dia
a cada hora, segundos
dias e dias sem fim

desde que muito antes
antes de ti e de mim
desde que nada existia
existia sim! o amor pôr ti


desde então, agora e depois
sou dois, sou um, e assim
desde sempre e mais à frente
este amor vai existir





Silvio Prado