terça-feira, 13 de abril de 2010

genética emocional




Silvio Prado

desejo


hoje desejei
fazer um poema
difÍcil de ler

SP

morte parcial


eu estava rouco
naquele local
naquele instante
naquele musical

a luz era tão difusa
para mim tudo era pouco
naquele mesmo loca
eu estava apenas louco

eu estava louco
naquele local
naquele instante
tudo era igual

a lua era tão escura
para mim pouco era tudo
naquele mesmo local
eu estava apenas morto

eu estava morto
naquele local
neste instante
morte parcial


Silvio Prado

Ricardo Aleixo convida para o Atelier de Poesia &

Ricardo Aleixo convida para o Atelier de Poesia &

sexta-feira, 9 de abril de 2010

eclipse de nós




Silvio Prado

medo





*Video Pombas de Silvio Prado - Música Love Street, The Doors

estou com medo
em tudo que olho
já não te vejo
                                    em tudo que mexo
já não te sinto
                                    em todos os sonhos
já não te beijo
                                    estou com medo







Silvio Prado

quinta-feira, 8 de abril de 2010

três abraços


1- abraço e até mais
2- abraço e nada mais
3- abraço pra nunca mais



Silvio Prado

quarta-feira, 7 de abril de 2010

4uatro elementos

começamos
ou melhor,
errei o lado da caneta



tudo parecia contribuir com a noite
a noite inteira, nebulosa
noite gulosa
noite das torneiras
noite dos poemas
dos quatros elementos

água ordenada pela natureza
Tereza nem pensa nisso
H2O oxigenada
maravilhosamente
no bar do Julio
uma canção desconhecida
tão conhecida

começamos
ou melhor,
errei o lado da caneta


*4uatro elementos

(uni)verso



depois de ajoelhado
engolir a lua
“infinita escuridão
(in)finita sobre o nariz”

caio sobre a relva úmida
que única
umedece o (uni)verso
em minhas mãos



Silvio Prado

A BORBOLETA DO JARDIM


NOTEI O QUÃO VOAVA UMA BORBOLETA NO JARDIM, ENTRE MEIO AOS PASSAROS, COMO SE NÃO A VISSEM; VOAVA CALMAMENTE... LENTAMENTE SEM MEDO, SEM INIBIÇÃO, SE TINHA PENSAMENTOS; ERAM DELA, SÓ DELA, ÁRVORES TANTAS! ORA, AGORA! POUCAS A ENTRETE-LA, A CALÇADA, O CONCRETO DA UNIVERSIDADE, E OS VITROS, QUE POR VEZES DETIVERAM-NA.

NA SALA, ENTRE OS ALUNOS, DO CASULO HAVIA SAIDO!

QUANDO ENTÃO LAGARTA, NA ÁRVORE QUE ESTAVA ANDAVA, ALIMENTAVA-SE DE FOLHAS... OS GALHOS ERAM LHE LONGAS ESTRADAS E AS FOLHAS TÃO! TÃO SUCULENTAS!!

... E ENTÃO A GRISALIDA LHE ENVOLVEU!! ... E ANTES O QUE ERA? O QUE FAZIA?

ANTES DE LAGARTA, ANTES DE TUDO?

A LUZ DO SOL ENVOLVEU-LHE TANTO QUE CUSTOU-LHE VER AS SOMBRAS!

TANTO QUE QUANDO ENTENDEU SEMPRE ALMEJOU ESTAR À SOMBRA, OLHAVA A LUZ ENTRE FOLHAS E GALHOS; E QUANDO ESCURECEU TUDO... QUANDO A SOMBRA LHE ENVOLVEU POR COMPLETO, PENSOU, IMAGINOU, CRIOU UM MUNDO PARA VIVER, SÓ ENTÃO ROMPEU SEU CASULO, E SALTOU PARA A LUZ EM UM VÔO
SUBLIME E PROFUNDO.

terça-feira, 6 de abril de 2010

bala perdida!



*google imagens


Que vida ser beijo de querida!
Apenas bala perdida.
Estou comovido... Vida!
Estou perdido.

Estou na vida, perdido, comovido...

O meu cachorro morreu ontem
logo ontem!
ontem que fui despedido!
Maldito!

Ele também foi despedido?
Ele? Ele vivia a meu lado
vinha sempre a meu encontro
e alegremente abanava o rabo.



*4uatro elementos

teus e meus


*FOTOGRAFIA SILVIO PRADO


são meus tão sábios
teus lábios nos meus

são teus meus lábios
tão sábios nos teus






Silvio Prado

segunda-feira, 5 de abril de 2010

poesia inacabada


*google imagens


homem passa-me o resto do vinho de ontem
musico toque algum blues desconhecido
algum que preencha o vazio deste salão
como a festa que acabou
como as palavras repetidas
como a lembrança que ficou

musico toque algum blues esquecido
homem passa-me a chepa acesa
quero dançar sozinho
como o copo sem o vinho
como as palavras não ditas
como a poesia inacabada


Silvio Prado

ruido rosa


os anjos desgrenha(la)dos
de cima dos telhados
jogam pétalas de rosas
aos poetas

para que estes
em um momento mágico único
sintam na alma/corpo
os ecos da leveza


Silvio Prado

domingo, 4 de abril de 2010

genética emocional


vezes              cem
vezes          sem
vezes         mil
vezes  bem
vezes
vezes zen
vezes   quem
vezes          um
vezes           nem
vezes            cem
vezes        sem
vezes      mil
vezes bem
vezes
vezes   zen
vezes     quem
vezes          um
vezes           nem
vezes            cem
vezes          sem
vezes        mil
vezes   bem
vezes
vezes   zen
vezes    quem
vezes           um
vezes            nem
vezes              cem
vezes           sem
vezes       mil
vezes  bem
vezes
vezes  zen
vezes    quem
vezes          um
vezes            nem



Silvio Prado

sábado, 3 de abril de 2010

sexta-feira, 2 de abril de 2010

você (uma declaração de amor)


*FOTOGRAFIA SILVIO PRADO



você chega passa me entrelaça
para agarra a minha calça cinto
sinto pressa preguiça tudo chupa
chupa o meu queixo deixo
atiça cobiça tira a minha roupa pouca
fala cala ri da minha cara
desarruma a minha cama
chama inflama queima
aquece a minha casa caso
sim sim sim sim sim

beija a minha boca morde
gruda faz minha cabeça
segura a minha mão
invade a minha alma
"é tua a minha vida
é teu o meu amor"
relaxa sorri assume
agora procura marcas no pescoço
abraça o meu corpo
torto seu em volta ao seu


Silvio Prado


quinta-feira, 1 de abril de 2010

condenado




(
)
(
)
(
)
(
)
(
)
(
)
(
)
(
a
cor
d(a)
cord
(a)
cor
da



Silvio Prado

cortinas do cenário


...fecha as cortinas do cenário
flerta tira a roupa
a minha cara de otário
olha a tua boca...






Silvio Prado

quarta-feira, 31 de março de 2010

que sono!




três dias e duas noites
que não durmo
pensando em você

quinze minutos
que não penso em você
que sono!


Silvio Prado